terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nosso eterno Cazuza.


Há poucos dias, recebí um email que me foi repassado, no qual uma pretensa psicóloga (cujo nome não vale a pena citar neste meu espaço), tece severas críticas a Cazuza. Começa com um título pouco ético e profissional - "CAZUZA, UM IDIOTA MORTO" - e continua com afirmativas densas que vão desde chamá-lo de um filhinho de papai irresponsável, traficante, bêbado, pervertido sexual e outras mazelas mais; algo realmente terrível de se ler, principalmente sabendo-se que foi escrito por uma pessoa que tem por mérito trabalhar com a mente humana - uma bola fora cometida por essa profissional!
Por não aceitar afirmações assim, tão grosseiras e descabíveis, me ví na obrigação de rebatê-las, pois, para mim, Cazuza marcou época na história da música brasileira - um ser de raro talento musical e poético, sem dúvida alguma.
Todavia, o que ele fazia de sua vida particular, sinceramente, a mim pouco importa - cada um de nós já tem a sua para cuidar -tarefa bastante dificil, que envolve um grau de responsabilidade muito grande... o que me importa é que Cazuza, dentro de seu livre-arbítrio, viveu a sua vida sem ferir ou macular a do próximo - marca registrada de um cidadão.
E tenho certeza absoluta que sua vida, seu mapa pessoal e as impressões que por aqui deixou causaram e ainda causam inveja em muita gente. Nesta selva sociabilizada em que vivemos, conseguiu ser ele mesmo, coisa que a maior parte das pessoas não conseguem em função de uma série de "empecilhos" que nossa sociedade hipócrita fomenta e arquiteta. Viveu pouco, mas viveu plenamente, e isso é um fato que ninguém pode ou tem o direito de questionar.
E valeu o desabafo!!! Fui...










sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A aventura de andar de ônibus na cidade de São Paulo


Em primeiro lugar, a equipe que idealizou e projetou os ônibus que estão circulando em minha querida São Paulo não anda de ônibus - isso eu tenho certeza absoluta!


A aventura começa logo após a passagem pela roleta do cobrador, onde está a porta de saída... Quem vai descer logo, tem de se virar nesse espaço onde o segurar-se exige uma prova de aptidão e altura, pois quase não se tem onde segurar! Os que não descem logo, vão passando por essa turba jogada ao Deus dará, para irem se aglutinando lá no fundo. Detalhe: essa porta de saída deveria estar lá no fundão, e até agora não consigo entender a fonte inspiradora dessa obra verdadeiramente arrojada!


A coisa não pára por aí, não! Existem os tais ônibus cujos pisos possuem rebaixamento feito em degraus, ou seja, a gente adentra o veículo e, de repente, tem de descer dois degraus até chegar à catraca - o pior de tudo é que isso normalmente acontece com o veículo arrancando ou já em movimento, o que nos induz a movimentos de coordenação e equilíbrio interessantes para conseguir essa proeza. Tenho certeza que as pessoas mais jovens e/ou que gozam de boa saúde física acabam se dando bem nessa prova, mas duvido que o mesmo aconteça com quem já tem uma idade relativamente avançada ou, então, problemas relativos a limitação de movimentos e outros mais como, por exemplo, EU, que apesar do tamanho e da aparência saudável, tenho muitas limitações decorrentes de L.E.R/D.O.R.T. - vocês não imaginam como é gostoso fazer uma viagem de pé daqui de onde moro, na Chácara Santo Antônio até, por exemplo, a Praça da Sé num veículo com um movimento desses que vai desde arranques frenéticos até freadas bruscas. As pessoas que se danem, pois o jeito é segurar-se do jeito que der...


Dentro dessa maratona incrível que representa a utilização do transporte público - cada vez mais deplorável, infelizmente - adicione-se, também, o mau humor e a má vontade de alguns motoristas que usam e abusam de um poder que nunca lhes foi conferido, um poder subliminar que lhes permite andar por aí e dirigir um veículo que transporta pessoas, seres humanos, do jeito que bem quizerem, arrancando em velocidade, trocando marchas em movimentos rápidos e quebrados e brecando abruptamente em lombadas e buracos já conhecidos de seus trajetos... para quê isso!?


É imprescindível comentar sobre a velocidade com que alguns desses motoristas dirigem, algo simplesmente patético e, ao mesmo tempo, revoltante, pois acaba-se constatando o grau de indiferença e irresponsabilidade para com a sua própria segurança e, o mais importante, com a segurança de todos os usuários.


Os técnicos responsáveis sabem muito bem o perigo que representa a frenagem de um desses veículos em alta velocidade e o espaço que necessitam para que isso aconteça a contento e com segurança.


Acredito piamente que instituir a velocidade máxima de 70 km/hora para esses condutores de massa, seria mais do que lógico e coerente - seria dar mais dignidade a todo um processo que cada vez mais confronta e afronta preceitos humanitaristas.


Lanço aqui um desafio às autoridades competentes para que desçam de seus veneráveis altares e utilizem esses veículos públicos, principalmente em horários mais "nobres", disfarçados de pessoas comuns, para sentirem na própria pele as emoções de uma dessas aventuras...


E aproveito para deixar registrada aqui a pedra fundamental para uma campanha popular de peso endereçada aos representantes do povo: que todos eles reflitam com muita atenção e muito carinho nas palavras que acabei de escrever; imaginem que suas famílias, seus entes queridos e amigos estão por aí, perdidos em meio a uma população que necessita e se submete cada vez mais a tudo isso, e reflitam se é muito dificil criar e sancionar uma lei que tenha competência para, não só proibir veementemente os excessos de velocidade nos veículos públicos como, também, criar mecanismos mecânicos que frustrem as tentativas dos choferes de aumentar a velocidade máxima permitida. Isso é possível, sim, basta apenas a real intenção de querer levar tal projeto adiante.


E por falar em projeto, é bom lembrar que não demora muito para termos novas eleições, não é verdade? Por que os políticos não aproveitam esse gancho para fazerem disso uma meta, tornando-a concreta e possível, dispensando, assim, maior respeito pelo cidadão? Ao menos será muito mais coerente e construtivo do que, por exemplo, preencherem seu tempo tentando criar ou mudar nomes de ruas! E, lógicamente, o povo tem de participar ativamente, pois disso refletirá seu bem estar.


Agradeço a atenção e a colaboração do "SPUrgente", e espero que este pequeno "movimento" sirva para lançar boas sementes com o consequente desabrochar de algo maior e melhor em termos de mudanças sociais positivas, obrigado.




Esta postagem foi gentilmente publicada no blog www.saopaulourgente.blogspot.com.br

Não deixem de visitar este primoroso "jornal virtual", que trata de assuntos de interesse geral relacionados à cidade de São Paulo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amarração de mentes... "Tu sofre?"



Gente, pode parecer algo simples e comum, mas já perceberam determinados anúncios de fundo de quintal, daqueles colados em postes e outros lugares interessantes onde se lê algo do tipo "amarração para o amor", além de outras "pérolas"? É impressionante notar como esse tipo de propaganda está proliferando de forma assustadora e descarada; em alguns casos, promove-se tanto esse tipo de trabalho que só falta fornecer nota fiscal para uma posterior garantia do consumidor... e garantia de quê!? Que a pessoa vai gozar dos benefícios do produto pelo resto da vida? Que vai ser amada de coração, incondicionalmente? Que vai conseguir abraçar poder e riqueza em função da queda do seu próximo?

Pode parecer cômico, mas a coisa é extremamente séria! E quem paga por isso são as pessoas que, como eu, teimam em se manter firmes e coesas no caminho da Lei Maior que, para muitos dos que realizam esse tipo de trabalho, deve ser desconhecida, caso contrário não incorreriam em abusos e erros desse quilate, onde acabam sobrecarregando não só o carma de quem os procura para realizarem esse trabalho como, também, deles próprios.


A Lei é exata e única, não requer esforços intelectuais para compreendê-la... "se erramos com conhecimento de causa, a cobrança do Plano Maior é extremamente severa, comparada com quem errou dentro da ignorância!" É muito simples, uma questão de causa e efeito, só isso.


O pior de tudo é que, na maioria das vezes, nem à justiça dos homens pode-se recorrer quando se sentir lesado, pois não há como se provar, é muito dificil. Primeiramente, o charlatão assusta seu cliente com palavras ameaçadoras e amedrontadoras, incutindo-lhe problemas sérios e de dificil resolução; depois, explica que existem meios para "limpar" tal situação, mas a demanda envolve uma série de hítens que acabam deixando o consulente preocupado e desanimado por não saber como fazer para obter a todos eles, um por um. Aí, então, mui generosamente e de forma bastante cristã, explica que terá o maior prazer em prestar tal auxílio espiritual mediante um acordo pré-determinado, acertando-se uma quantia que cubra as mercadorias e o trabalho em sí... simples, não é mesmo?


E a pessoa vai embora, confiante, achando que tudo será feito conforme o que foi acordado e, o mais interessante, com os problemas em fase de resolução...


Infelizmente, isso ainda acontece em pleno século XXI; é a eterna batalha dos exploradores X explorados; dos espertalhões X ignorantes; faz parte da dialética da história do ser humano, está justificada pela "lei do mais esperto" - o trouxa que se dane! E até quando?


Ahhh, gente, juro que se pudesse responder a essa pergunta com segurança e certeza essas coisas já estariam relegadas ao campo do esquecimento, num acervo de memórias escritas e condicionadas em livros, dispostas numa espécie de museu de bizarrices, tais como "coisas assim aconteceram neste planeta, acredite se quizer." Mas isso foge do campo de minhas ações...


Só me resta continuar trilhando o caminho da Lei Maior , realizando o "bom combate" no dia-a-dia, tendo em minha fé interior a certeza de que tudo está em constante movimento, tudo! E essas pessoas inescrupulosas que tomem cuidado, pois, nesse movimento, as Leis Cósmicas não são alteradas e/ou relaxadas com o tal "jeitinho" dos humanos, não; muito cuidado, pois a Lei do Retorno pode até tardar, mas não nunca falha!!! Fui...








terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ao manOlavo (agora caiu a ficha!!!)


Pois é, no última dia 29 foi o enterro de meu único irmão, quase dezoito anos mais velho do que eu - ou seja, práticamente uma geração à minha frente. Sou espiritualista, e tenho certeza que essa alquimia muito me ajudou a enfrentar esse processo, mas...


De início, tudo parecia parado, como se o tempo estivesse bolinando comigo - "onde já se viu isso, meu mano véio morto!?"


E a cortina da vida foi se descerrando, lenta e gradativamente, até que realmente me caiu essa ficha, e percebí que, depois de meus pais, perdí meu último elo de ligação a um todo histórico mais próximo - minha célula familiar - "sim, meu irmão está morto!" - e vários flashes de lembranças sobrevieram à minha mente...


Eu me permito afirmar que três fases distintas marcaram profundamente minha ligação com ele. Numa primeira fase, ele foi como que um herói onde, direta e indiretamente, fortes valores me acabaram sendo passados e por mim absorvidos, uma espécie de continuidade em que eu trilharia esse caminho que me permitiria galgar os degraus das minhas realizações... creio que isso se passou em minha infância, minha puberdade, minha adolescência e até uma parte de meu ser adulto.


Na fase intermediária, eu diria que meu irmão tornou-se o "vilão" desse meu processo - e escrevo vilão entre aspas, porque quero deixar claro que ele nunca soube disso, muito menos agiu de forma como se assim o fosse, pois tais parâmetros não me foram por ELE inculcados ou impostos - onde acabei percebendo que tais valores diferiam e muito daqueles que se processavam dentro de mim, com perspectivas e buscas completamente distintas com relação à minha pessoa e com este mundo enorme ao meu redor. Mesmo assim, respeitávamo-nos como seres singulares e nos amávamos como seres cósmicos ligados pelo mesmo sangue. Esta foi, talvez, a fase mais longa...


Na terceira e última fase - que durou o tempo entre sua partida de Sampa até sua morte, uns seis anos aproximadamente - conseguimos realizar o bom combate juntos, mesmo que na maior parte desse tempo à distância. Foi um período em que não só consegui enxergar nele um grande amigo e companheiro como, também, um filósofo inato; ele me premiou com poucas e boas frases oriundas de sua experiência e de seu grau de evolução. E certamente nunca esquecerei disso, nunca! A saudade que ele sentia de sua terra natal tornou-se bastante forte, a ponto de combinarmos sua vinda prá cá por uns tempos - e isso, sem dúvida alguma, representaria um altar à nossa ligação - mas, infelizmente, a doença foi muito rápida e esses planos ficarão conosco num tipo de "memória póstuma"... faz de conta que um dia isso aconteceu!


Mas o que importa mesmo é que esses últimos tempos semearam muita amizade e muita cumplicidade entre nós dois, como se gozássemos dessa relação privilegiada em todo o percurso de nossa história de irmãos.


Portanto, acho que é agora, neste exato momento, que me despeço dele com o coração permeado pela alegria e pela saudade. Você foi um grande camarada, Olavo, e deixou este plano tão rápidamente que só agora é que tive vontade de sentar e escrever estas linhas, só agora.


Não sei exatamente onde você está, mas tenho certeza absoluta que está muito bem, e isso me deixa feliz. Um dia a gente vai se reencontrar, e até lá quero deixar registrado meu carinho, meu amor e meu muito obrigado por tudo o que fez por mim e por minha família.


- Tchau, mano véio, permaneça na energia divina...




manOsmar








sábado, 19 de setembro de 2009

Gratidão




Sabe quando uma pessoa amiga te convida a assistir uma performance da qual faz parte? Pois é, acaba sendo delicado pois existem dois caminhos: gostar ou não gostar. No primeiro caso, as coisas continuam tudo bem, mas, no segundo, a gente acaba ficando numa saia justíssima...



Acabei de assistir uma peça teatral intitulada "Gratidão", com um grupo de amadores e, confesso, ainda estou com a garganta presa e os olhos vermelhos de tanto que chorei de emoção.



Uma peça que, com esse título, pode causar uma certa impressão de pieguice... mas não é! Um elenco super esforçado, que valorizou momento a momento sua atuação no palco e, o mais importante, a mensagem que nos passa. Eu arriscaria dizer que se trata de um espetáculo para todos assistirem, e que certamente enfoca uma temática super atual, provocando muita curiosidade e, também, muita descrança para com o assunto. Em resumo, eu complementaria afirmando que essa é uma "montagem louca feita para um público extra-normal"...




Vale a pena, e muito! Uma criação coletiva, feita com muito esmero e sensibilidade, para um público maduro e espiritualizado - a "Cia. D'Alma" - que está em cartaz no espaço Alma d'Alma, à rua Saturnino dos Santos, 74, no bairro do Ipiranga, aqui em Sampa. Pode-se, também, acessar o site http://www.almadalma.com.br/, e o telefone é 5062-5164.




André Lazzari - grande amigão e integrante do elenco - está de parabéns; não imaginava que você possuísse uma verve teatral desse naipe, de todo meu coração. Um abraço forte e carinhoso prá tí, cara!






Osmar

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Minha alma


Minha alma é passivel de várias interpretações, desde as metafísicas e espiritualistas até as mais racionalistas possíveis, mas prefiro me limitar a entendê-la e senti-la através de uma relação silenciosa, que extrapola barreirasimpostas pela redoma do conhecimento e que transcende a limitação dos cinco sentidos. Prefiro, assim, sintonizar-me com ela num nível sutil e inconsciente, onde preceitos e conceitos acabam não tendo importância.


Ela é antiga, tão antiga que a cronologia humana não conseguiria datá-la, mesmo que por aproximação. Sua idade perde-se nos tempos em que humanos e deuses(as) se relacionavam tão naturalmente que não havia a necessidade de maiores definições e divisões hierárquicas, pois tudo se encaixava em seu devido lugar e tinha sua razão exata de ser... Ela é conhecedora de antigos mistérios da história humana, que repousam em estado latente em meu inconsciente.


Tingiu-se de negro ao conhecer a Escuridão e por Ela ser seduzido através de Sua energia, seu encanto maldito e seus encantos inomináveis que tateavam a Terra em busca de sua própria sombra. E dentre esse caos, fez-se a Luz, e minha alma também se mesclou a Ela, encontrando uma nova forma de ser e estar mais sutil e transparente, mais assumida frente a sí mesma e menos rebuscada em sua definição, tudo muito repentino e brusco! Lenta e gradativamente, foi assumindo esse dualismo e se permitindo permear essas duas esferas de energia antagônicas e, ao mesmo tempo, osmóticas - LUZ e TREVAS que, nessa interpolação, permitiram acessar o Bem e o Male, como não poderia deixar de ser, as suas legiões de anjos e demônios.


Minha alma não possue nome próprio, porque esse nome estaria acima da compreensão de todo e qualquer alfabeto criado pela razão. Seu sexo é indefinido, destituido de toda e qualquer intenção da própria definição em sí; certamente, já conheceu o fogo de intensas e delirantes paixões, criadas à guisa da loucura libidinosa da carne - masculino ou feminino (o que importa!?), cada porção sexuada teve em seus momentos de lascívia a prova absoluta do calos das paixões...


Ela é melancólica, e essa melancolia justifica sua natureza solitária e o prazer na solidão; consegue criar um estado de euforia interior que lhe permite, ao mesmo tempo, rejubilar-se consigo mesma e gozar um gozo sem igual, macerado, concentrado, passível de gerar uma doença sorrateira e subliminar terrível que, infelizmente, assola grande parte das outras almas, a 'inveja'.


Ao mesmo tempo, minha alma consegue identificar-se com outras que, de forma expontânea, acabam por se manter em consonância com a minha - e é nesse momento único, onde a magia se traduz em atos que, como neste exato momento, acabam edificando um altar que permite justificar uma verdadeira amizade em palavras silenciosas... de minha alma.




Osmar






domingo, 23 de agosto de 2009

Domingão!!!




Pode parecer estranho, porém, confesso que estou longe de meu blog há bons dias. Mas não é culpa minha, juro! Não sei explicar, mas é um pouco de um tudo, menos algumas coisas que me são queridas!


De um tempo para cá, ando enfastiado com quase tudo que me cerca - talvez, uma espécie de "má digestão" para com aquilo que querem me fazer engolir contra minha vontade!


Sei lá, detesto esses papos de otimismo em gotas e auto-ajuda , não acredito nisso, juro, por isso fico à mercê de minha própria força de vontade em tentar tocar o barco à frente da vida...


Sempre curtí ir ao centro da cidade - atualmente, vou uma vez por semana - e isso sempre me fez bem, sabe, amo São Paulo. mas de um tempo para cá, percebo que retorno em casa como que "pesado", pedindo por um banho de sal grosso...


Miasmas e/ou energias negativas que acabo pegando, como boa "antena" que sou? Pode ser, mas sempre fui essa tal antena, só que hoje, percebo (e tristemente) que esse peso sobrevem de uma aversão que estou pegando por lugares movimentados... quanto maior o movimento, maior minha aversão. E por quê? Ora, ora, o que sei é que a cada dia que passa percebo uma grande parte das pessoas cada vez mais deseducadas, intransigentes, egoístas, de cara amarrada e chego à triste conclusão que isso é reflexo desse sitemão no qual estou(amos) inserido(s). Educação, espírito de coletividade, cidadania e outros termos estão cada vez mais jogados na sarjeta da vida! Percebo, também, que grande parte das pessoas fazem ou trabalham em coisas que, no fundo, detestam, e isso acaba comprometendo o inconsciente coletivo! Sinto a sensação de como se estivesse em meio a uma manada e, de repente, alguém desse um tiro para o ar e... POW!!! Uma desandada geral, cada um para um lado, sem direção, sem rumo, sem perspectivas...


Ééé... perspectivas, isso é o que está faltando para a grande massa e cada um sente isso ao seu modo. Bom para as pessoas insensíveis ou, então, não afeitas a pensar nas coisas e fenômenos que acontecem ao seu redor, pois acabam sofrendo menos ou, quem sabe, nada - uma massificação completa!


Por isso que estou sem assunto! Isso e outras coisas que não valem a pena mencionar. Gostaria, realmente, de continuar tendo a sensação otimista que inundava meu coração na fase de meus vinte e poucos anos de idade, sabe, uma (falsa) sensação de que tudo que estava acontecendo justificava o fato de sermos o país do futuro... sim, do futuro! Só que hoje estou com quase cincoenta e quatro e, triste e desiludido, percebo a "salada" em que o país mergulhou.


Tem um pessoal por aí, conservador e ainda de direita, que fica culpando esse ou aquele candidato, nosso atual presidente, o PT (que muito me decepcionou!) e mais uma porcariada de outras pessoas que estão emporcalhando nosso cenário político-social - Sarney e seus comparsas que o diga! Mas tenho uma certeza de que o buraco é mais em baixo... Lula tem seu rabo preso com um segmento nada interessante? Que coisa, mas me digam quem não teve ou não tem, quem!?


As pessoas esquecem de nosso processo histórico - mais de quinhentos anos de história mal conformada, aff! E me perguntem se eu gostaria de ser o presidente deste país ou, quem sabe, o prefeito desta cidade que é a terceira maior cidade do mundo e que muito amo - minha São Paulo - perguntem! Minha resposta seria um sonoro "NÃO", como sempre digo, pois de que adiantaria a melhor de minhas vontades em mudar todo um sistema que já está sériamente comprometido, tal qual um verdadeiro "viveiro de cobras criadas" - eu, hein!?


Domingão... dia de Faustão (obrigado, estou de regime!) e outras cositas que divertem essa grande massa. Acho que vou parar por aqui com uma frase que escutei um dia desses mas que não pára de martelar minha cabeça... é de Lima Barreto, um dos grandes escritores brasileiros:


"O BRASIL NÃO TEM POVO, TEM PÚBLICO."
E espero voltar a escrever mais e mais, até breve.


Fui!!!


Osmar