quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cor da moda


E atenção, gente, acabei de ler que a cor da moda deste inverno será o marron; dizem até que as tais celebridades já aderiram a esse tom. Bom, muito bom mesmo, porque não será muito difícil para o pessoal que curte seguir tendências do vestuário... Se o bolso der prá encarar a levada "fashion", ótimo; caso contrário, não será dificil descobrir uma fossa séptica por ai e "cair na m...oda"!!!
Fui!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sincronismo


Ele conseguiu comprar o carrão importado que tanto queria - contava com mais de cincoenta anos de idade, e isso representou a realização do maior sonho de sua vida. Concomitantemente, a doença corroía-o por dentro...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fantoche


Ela consegue formar opiniões
e fazer a cabeça das pessoas;
com seu jeitinho de anjo
permite um erro virar acerto;
é endeusada pela mídia,
provoca profundos suspiros,
usa perfumes raros e caros;
viaja o mundo inteiro,
frequenta os melhores lugares;
possue uma coleção de sapatos,
faz o que quer, quando quer e,
o pior, com quem quizer;
pode ter um escravo por dia,
mas...
ela não sorrí francamente;
tem o olhar frio de rapina,
desconfia da própria sombra;
toma pílulas para dormir
e também para ficar acordada;
paga bem caro seu analista
e só anda de carro blindado
sem dispensar os seguranças
vinte e quatro horas por dia;
afinal, ela é uma mulher cara!
Não conhece abraço sincero,
faz questão de esquecer o passado
acordando na solidão do presente;
títere cultuado de um sistema
que sabe forjar suas vítimas,
fazendo delas uma mera antítese
daquilo que gostariam de ser...
gente!

Abraço




Sedutora é a noite

Misteriosa

Com seu belo manto protetor...

Tanto já foi dito sobre ela

E cantado em verso e prosa

Só me resta acrescentar

O que sua magia em mim provoca.



Talvez por ter nascido à meia noite,

Sinistra hora das bruxas,

A verdade é que ,

Coincidência ou não,

É quando desperto.



Injustiçada pelas mentes mais conservadoras,

"Deus ajuda à quem cedo madruga!"

Ainda ouço minha avó repetir.

Transgressora aos olhos deles

E de suas crenças apoiadas na barganha;

Já renegada insisto na pergunta:

Por que depois de certa hora

Acende em mim estranha chama

De um desejo enorme.

Por perceber o mundo em suas minúcias,

Desbravar caminhos

Antes nunca visitados.



Talvez o ar e as estrelas,

e seus silêncios perfumados de saudade .

Ah! O silêncio, quem dera!

Acho que estou ficando velha.

Nesta nervosa cidade,

Meia noite é meio dia,

Baladas buzinas

Esquinas lotadas

Latinhas de cerveja na mão

Fervilhar de gente...



Não, não é esta noite que me inspira,

Mas o sossego de poder casar com ela

E junto carregar o brilho da lua

Consagrando a quietude do relento

Ao abraçar uma antiga árvore amiga.


Carmo Tavares

segunda-feira, 30 de março de 2009

Palavra (en)cantada...


Juro que fiquei muito curioso com esse documentário sobre a música popular brasileira e, também, muito frustrado com o seu conteúdo. Lógico que Chico Buarque foi o salvador da pátria - grande Chico! Ahhh, Maria Bethânia deu um banho de luz numa declamação maravilhosa; concederam uma pontinha prá Gil; Martinho da Vila deu seu recado muito bem com uma pequena história do samba; nosso grande Lenine (grandíssimo!!!) abriu-se num leque maravilhoso de som, voz e humildade; focaram um tantinho sobre a Bossa Nova; abriram um lequezinho para os repentistas nordestinos, mas... e o resto!? Adriana Calcanhoto deu inicio à película e, também, terminou-a, oferecendo-nos alguns pareceres que, diga-se de passagem, perderam-se em conteúdo e alma prá contagiar os espectadores. Não que eu tenha algo contra ela, ao contrário, mas com o montão de dinossauros que ainda estão por aí, "vivinhos da silva", o filme bem que merecia uma troupe mais adequada, laureada pela sua própria história e pelo peso da responsabilidade para com uma proposta assim... Aliás, um trabalho que exigiria no mínimo de três horas a quatro horas de 'time', mas, cá prá nós, acho que aconteceu de novo (e isso não é novidade alguma!): a verba deve ter acabado, fazer o quê!!! Então não fizessem desse jeito, porra, esperassem um pouco mais, saíssem por aí à cata de mais 'pataco' e de mais patrocinadoresl! Então, acaba acontecendo isso, e aí vem um 'people' dizer que filme brasileiro é uma merda e coisa e tal, o que é uma grande mentira - diga-se de passagem, temos de louvar a grande safra que nos vem chegando de bons anos prá cá! Mas, poxa, façam a coisa certa, pois o que assistí foi algo que deixou muito a desejar no que se refere a uma proposta cinematográfica para com a música brasileira num todo, vista de cima, livre e solta, sem engajamentos e sectarismos...
Nada tenho contra o Rap, mas o que ficou patente é que o filme pareceu pretender fazer a cabeça das pessoas em demonstrar que esse gênero musical tem força, coerência, conteúdo e coisa e tal, como se pretendessem justificá-lo a qualquer custo, dedicando um tempo enorme (até demais) falando sobre o movimento e entrevistando rapeiros conhecidos, só isso!
Desculpem-me pela sinceridade, mas amo a música popular brasileira, e escrevo movido pela brasilidade que há em mim. Fui!!!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cadê os pipoqueiros de rua!?!?!?


Neste último sábado fui ao cinema; o cinema fica dentro de um shopping; odeio shoppings, mas não tinha jeito, eu estava a fim de assistir a esse filme! Prometo que a próxima postagem será sobre essa película nacional...
Mas, voltando ao cinema (ou ao shopping), confesso que saí de lá muito irritado e frustrado. Fiquei com vontade de comer pipoca - combina com cinema - e, lá dentro mesmo, pensei em comprar um pacote daqueles grandões de R$5,00 que costumava comprar nos tradicionais carrinhos de pipoqueiros que, infelizmente, desapareceram de vez ou, quem sabe, já se encontram em fase de extinção. E não havia pipoqueiro na rua, aquele do carrinho e coisa e tal que estou acostumado desde os tempos de infância e que já faz parte da memória popular. Lembrou!? Sim, o pipoqueiro do carrinho - Mané, João, Raimundo, Tenório, enfim, pouco importa o seu nome - que, com um sorriso largo em seus lábios, costumava me brindar com um agrado a mais no saco já repleto de pipocas...
o jeito foi tentar comprar lá dentro do shopping mesmo, mas quase caí de costas quando a garota anunciou que o saquinho pequeno custava R$5,00 - eu disse "saquinho pequeno"!. Eu batí o pé, fingindo-me de desentendido, mas ela confirmou com um "sim, o pequeno é R$5,00". Juro que demonstrei minha indignação, sabe, mas ela, mera funcionária, iria apenas ouvir um lamento desnecessário (já deve estar acostumada a isso), por isso, virei as costas, louco da vida, e fui embora, jurando prá mim mesmo que não comeria pipoca e, consequentemente, não pagaria esse mico!
Confesso que assistí o filme todo com as tais pipocas, tenras e deliciosas, desfilando em meu pensamento... Ainda bem que tinha dois bombons no bolso de meu paletó! Mas conseguí sair de lá ileso - sim, ileso mesmo, sabe, pois minha consciência me enviava sinais constantes, policiando-me quanto a isso - "se ceder e comprar pipocas, vai sair daqui lesado e sacaneado!"
Fui embora contente comigo mesmo, pois minha força e determinação foram fortes o suficiente prá me permitir estar aqui e agora, escrevendo sobre meu inconformismo com essa situação ridícula, essa pressão e perseguição da prefeitura para com os pipoqueiros - pessoas, cidadãos, trabalhadores - gente que fazia parte de nosso cotidiano, de nossas boas lembranças, já incorporados ao nosso folclore popular... Quem não se rendeu ao menos uma vez ao delicioso cheiro emanado de um desses carrinhos parado à porta de uma escola, de um cinema!? Quem!? Isso mesmo, quem nunca passou por isso, por favor, atire a primeira pedra!
Certamente, contamos com a afirmação e o aval de nossas autoridades municipais, alegando falta de higiene, ilegalidade e, quem sabe, a facilidade para o tráfico de drogas através desses veículos, mas, demagogia à parte, se essas autoridades quizessem mesmo, não haveria perigo disso se realmente estivessem a fim de legalizar algo que já se havia consagrado em nossa sociedade através de gerações e gerações. Ilegalidade ou falta de higiene!? Ora, é só criar um sistema com leis que justifiquem a obtenção de licenças para esse fim e colocar uma equipe de fiscais conscientes, qual é o problema? Facilitar o tráfico de drogas!? Ora, ora, se nossas autoridades quizessem mesmo, saberiam muito bem como e quando agir em relação a isso, e não serei eu aqui a dar-lhes a receita disso!
Só quero saber quando voltarei a poder comprar pipocas de um pipoqueiro de rua e pagar um preço até justo por isso sem sentir meu bolso lesado e, o pior, saber que, como eu, milhares de pessoas acabam ficando à mercê de "tubarões" oportunistas que não têm escrúpulos quanto aos parâmetros de lucros!
Realmente, eu não teria ficado mais pobre se tivesse comprado esse tal saquinho de pipocas a um preço absurdamente abusivo, mas penso que todas as pessoas deveriam fazer isso, dar um "não" a esses tais aproveitadores! Tomar uma atitude assim, não significa incorrer numa sovinice, não! A partir daí, outras coisas que estão "entaladas" em nossas gargantas e que gostaríamos que fossem mudadas, também poderiam ser melhoradas e ajustadas para todos nós, cidadãos... Fui!!!