quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não é piada, não!!!





Andando numa rua do bairro de Moema, vislumbro uma mulher saindo de seu KA e, justo na hora que vai atravessar meu caminho prá adentrar o portão de um edifício, dá um baita tropeção e só não vai ao chão graças a minha percepção e meus braços...

- Ai, quase caio... obrigada!!!

- Imagina, isso acontece com qualquer pessoa e...

Percebo um adesivo no vidro traseiro de seu carro com os dizeres "sou guiada por Jesus". Ahhh, isso não poderia ficar em branco mesmo... Olho para seus olhos, esboço um sorriso cordial e complemento, pura simpatia...

- Esse teu guia tá devagar, né!?

Ela ficou sem saber o que responder, apenas sorriu, um sorriso amarelo, sem jeito...
Quer mais???



Osmar






segunda-feira, 22 de junho de 2009

Comemoração de 32 anos de casados!



Aniversário de casamento!

Troca de presentes, cartões de amor...

e lá fomos nós para nosso jantar romântico, num restaurante aconchegante que há muitos anos não frequentávamos.

Tudo parecia mágico!

Depois de tanto tempo, tudo continuava igual. Mesas esmeradas, luz acolhedora, a decoração era a mesma...mas havia uma diferença, percebida logo de cara, à entrada - a TV ligada , e no futebol da globo! Dirigimo-nos rápidamente para o salão ao fundo e, para nossa surpresa, outra TV no mesmo canal - eram três!

Inconformada, pensei até em irmos embora, mas, logo, diplomáticamente, meu companheiro pediu ao garçon que abaixasse o volume, porque estava realmente alto.

Não de imediato, mas uns 15 minutos mais tarde, o som foi diminuido, permitindo que pudéssemos conversar num tom de voz mais adequado.

Comida ótima, momento especial, o jantar não foi maculado, mas fica a pergunta:

como escolher um restaurante sem o inconveniente de uma TV ligada?

Será melhor ligar antes e perguntar:

Boa noite! Vocês tem aí uma TV instalada?E ela está ligada?


Carmo Tavares

Eu mereço!


Hoje estou contente! O simples fato de estar aqui escrevendo neste momento me deixa contente...
Por experiência, cheguei à conclusão que a NET é uma faca de dois gumes - com ela podemos acessar tanto o ceu como o inferno, o bem e o mal, mas isso depende de cada um...
Por um bom tempo, por exemplo, achei que sair do ORKUT seria uma atitude adequada e correta, mas errei! Partindo do princípio que "quem não deve, não teme", retornei à vida virtual, porém com sentidos e intuição mais do que aguçados! E estou me sentindo muito bem assim, como se estivesse redescobrindo o mundo...
E redescobrindo gente! Hoje mesmo, acabei de adicionar uma pessoa querida ao meu orkut - que saudade! E por quê não continuar assim, firme e forte, sem nada a temer!? Acaba parecendo uma terapia... e quero continuar fazendo terapia, pois mereço!
Então, um VIVA a mim, porque EU mereço!!!


Osmar

domingo, 21 de junho de 2009

Solstício de Inverno...


Esta foi a noite mais longa do ano; o começo do fim de mais um ciclo; o inverno, apesar da sua intensidade, começa a perder seu vigor aqui no hemisfério sul...

Creio que a partir de agora, a semente da vida contida e latente em meu Eu, permitir-se-á germinar para mais um novo ciclo...

Ouso afirmar, também, que nesta noite, a Sombra teve seu apogeu frente a Luz, havendo um certo desiquilíbrio de forças...

Minha alma me faz deduzir que tenho de agradecer minha Sombra e cuidar muito bem Dela, haja visto que é a partir do vai-e-vem de Sua da intensidade de sua energia que me permito alimentar e aumentar minha Luz...

Quanto mais eu olhar minha Sombra, maior será minha Luz interior - e agradeço ao Deus Pai e a Deusa Mãe por ser sabedor disso!


Osmar

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Espírito da Coisa -






Osmar escreveu lindamente sobre o espetáculo "Hilda Hilst - O Espírito da Coisa"; conseguiu traduzir tão bem, em palavras, suas impressões... o que eu não saberia fazer; mas não posso deixar de falar do meu jeito, da emoção que sentí ao aplaudir a peça; texto arquitetado e esculpido por Gaspar Guimarães, como bloco de mármore nas mãos de um artista e a interpretação de Rosely Papadopol, que parece incorporar a própria Hilda , com sua paixão tresloucada, traduzir em gesto e suor a alma da poeta.

Ao sair do teatro, leva-se junto a curiosidade de conhecer mais profundamente a obra desta brilhante escritora e incrível mulher.

Acho que é a mais linda homenagem que se poderia fazer a Hilda. Espero que no outro plano, talvez passeando por uma nave aquí por perto, ela possa estar vendo e apreciando saber que, finalmente, suas crônicas , poesias e livros serão reconhecidos...

Parabéns a ... tudo!

Quem puder, vá conferir!

Está no Teatro do Centro da Terra , até 28 de junho.



Carmo Tavares









segunda-feira, 15 de junho de 2009

Funeral personalizado...


Confesso que fiquei decepcionado com algo que ví neste fim de semana...

Numa de minhas andanças através desta capital que amo, descobrí um lugar especializado em funerais de alto nível, com serviços "vip" que deixariam muitos vivos com boa dose de inveja. Duvidam? Que tal manobrista, recepcionistas, assistência social, buffet, maquiagem, tanatopraxia, som ambiente, café 24 horas, salas de descanso com internet e outras cositas mais, hein!? Tudo num ambiente de conforto e segurança - coisa muito comum hoje nos Estados Unidos...

Mais uma constatação que me leva a crer que o brasileiro adora copiar o estrangeiro e, pior ainda, copiar futilidades. Será que em pleno século XXI as pessoas ainda estão preocupadas com tudo isso? Como se a matéria fosse eterna... Daqui a pouco, de repente, vão criar serviços de mumificação, não é mesmo? O duro vai ser arrumar espaço no planeta prá tantas pirâmides tumulares!

Fui!!!


Osmar

"O Espírito da Coisa" (apresentando Hilda Hilst)











Ontem, assisti a esse maravilhoso monólogo, cuja magnífica interpretação de Rosaly Papadopol nos permite viajar muito rápidamente no tempo de duração; quando menos percebemos, já estamos de pé, aplaudindo e ovacionando essa maravilhosa peça, cujo dramaturgo é meu querido amigo Gaspar Guimarães (cujo potencial dramaturgo me era desconhecido devido ao grau de sua modéstia).


Em aproximadamente setenta minutos, me ví frente a frente com a vida dessa incrível mulher libertária que foi Hilda Hilst (1930-2004), dona de um potencial literário que aborda e escancara as lutas de sua alma feminina numa época em que falso pudor e hipocrisia ainda representavam um casamento mais-que-perfeito numa sociedade falso-moralista e podre - sem pretender afirmar que hoje seja muito diferente, apesar das mudanças comportamentais!


Lá chegando, o espaço (Teatro Centro da Terra) nos permite adentrar um universo sonoro e visual cuja ambientação representa um delicado e refinado "antepasto" ao estupendo prato que nos será oferecido no palco...


Saí de lá com aquela vontade de "quero mais" , tanto que pretendo assistir novamente no próximo fim de semana, vale a pena, de coração! Abaixo, deixo um trecho do monólogo:


"A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos. E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima, olho d'água, bebida. A vida é líquida."


Deixo aqui um abraço fraternal ao meu amigo Gaspar - que a energia divina lhe permita vencer novos desafios!

Sinceramente, Osmar