quinta-feira, 28 de maio de 2009

Gente.com



Confesso que fiquei encantada com as possibilidades da internet!


Registrar meus pensamentos tem sido divertido, pois adoro escrever; isso, sem contar com a facilidade em encontrar velhos e queridos amigos, estreitar laços com quem perdí o contato e fazer novas amizades, por vezes enriquecedoras.



Por outro lado, as relações humanas, neste mundo virtual, mesclam realidade com fantasia. Vejo isso, principalmente, quando leio um perfil; cada qual se descreve à sua maneira...e lá vai uma percepção equivocada entre o que se é, o que se pensa que é e o que se quer mostrar ao mundo. Quem lê, também interpreta à sua maneira aquela personagem.



Isso, sem contar os perfís fakes, esquisóides...



Que grande distância há entre "gente" e "gente.com" !



Assim como as musas do cinema e das revistas, à imagem da perfeição, e os galãs fascinantes das telas de TV, "gente .com" não tem cheiro, nem hálito, e o mais agravante, não tem olhos nem corpo. Então, fica impossível saber, por meio de frases, escritas muitas vezes às pressas, no MSN, sem a devida reflexão, o que alguém quer nos dizer de fato.



Imaginem como podemos distinguir uma boa gargalhada, daquelas de chorar de rir, de um rizinho sarcástico e dissimulado? ...RSSSSS!? Ká!Ká!Ká!? Há! Há! Há!?



É! Não dá prá saber se a piada foi boa.



Mesmo amando escrever, sei que as palavras são caixas, limitadas... e que,no convívio humano, são associadas à expressão do corpo;um senho franzido, o morder do lábio, uma cruzada de pernas, um olhar apaixonado, "gente.com", não tem.



Somos como os bichos, a pele, o cheiro, o gosto do outro, que auxiliam os instintos a conhecer, um bocadinho mais os mistérios da alma humana. Que sempre serão mistérios, só que de perto, bem de pertinho mesmo, a percepção e outra!






Carmo Tavares









sexta-feira, 22 de maio de 2009

Casas Bahia e a salada social...


Muito embora eu quase não assista televisão, tive a oportunidade de ver uma propaganda das Casas Bahia - quem não conhece? Quem nunca comprou lá, hein!? Há uma mulher muito bem vestida (bastante perua), em sua casa muito bem decorada (ao menos me pareceu isso) e, de repente, depois de escutar o anúncio, ela comenta consigo mesma "Casas Bahia agora pela internet...!", ao que ela aciona seu notebook para conectar o site dessa empresa e matar a curiosidade.
Essa rede de lojas sempre atingiu, principalmente, o público de baixa renda, promovendo ofertas e formas de pagamento realmente incríveis, e pelo que eu saiba, as classses mais privilegiadas sempre foram meio avessas a visitar públicamente essas lojas, talvez por preconceito ou sei lá o quê...

E essa mulher, sem querer e querendo, com seu comentário, deixou bem nítida a impressão de que com a tal da 'crise', as classes emergentes poderão começar a beber com o povão na mesma fonte, porém com o mundo virtual a seu favor, sem precisar ter contato com a massa.
Legal, muito legal mesmo, assim vamos nivelando as fachadas, né!?
Osmar


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mocha e a minha popularidade!





















É incrivel como estou me sentindo "secado" pelos olhos curiosos das pessoas que por mim passam! Dias atrás, passei por uma consulta de Quiropraxia para tratar de minhas dores nos membros superiores, uma moléstia crônica que tenho, chamada L.E.R/D.O.R.T - lesão por esforços repetitivos -, enfim, e o profissional aplicou um produto japonês em meus braços chamado "mocha", que na verdade são pequenas bolinhas feitas à base de artemísia e que, quando aplicadas, são acesas em cima da região que se quer tratar com calor profundo - sim, são aplicadas e queimadas na própria pele, e isso dói prá cacete! O bom (ou ruim) é que tenho alta resistência à dor, sem querer afirmar que eu seja um "macho" diferenciado... Foram dezoito pontos queimados no antebraço esquerdo e dezessete no direito e, acreditem, isso acabou parecendo uma tatuagem estranha, feita no sentido lateral de cada um dos membros, acompanhando um meridiano traçado pelo quiroprata e, juro, ficou muito interessante mesmo!
Desde então, tenho sido abordado por pessoas curiosas, seja num ônibus, numa fila bancária, por outras tantas já conhecidas, e com isso acabei criando uma resposta minha bastante irônica, com a qual justifico as marcas, dizendo que fui admitido numa certa ordem iniciática e hermética, sem poder adentrar maiores detalhes...rs...
Isso cria um estado de atenção maior, onde elas acabam buscando respostas questão de outros jeitos alternativos, a fim de tentarem obter uma informação mais concreta de minha parte, mas, na verdade, eu acabo caindo numa gargalhada que, via de regra, cagueta minha brincadeira. Hoje mesmo, uma garota que se sentou ao meu lado no ônibus olhou prá mim, deu um sorrisinho meio amarelo e disse "poxa, o senhor sofreu muito, não foi!?", ao que acabei dando risada e repetindo a explicação técnica sobre o mocha. Ela nem sabia o que me aconteceu e pressupos um sofrimento meu...
Acreditem, também, que tenho percebido alguns movimentos muito interessantes para com esse meu novo "look" como, por exemplo, olhares de repulsa de algumas pessoas e que, olhando-as e percebendo-as mais e melhor, chego à triste conclusao que devem pertencer a alguma dessas seitas que proliferam por aí, que lhes ensina que adoradores de satanás ou outros demônios devem ter características muito parecidas comigo, ainda mais vestindo uma roupa preta e tendo tatuagens "simbólicas" no antebraço... , vade retro, grandalhão, vade retro!!!
Esses papos ocasionais têm sido divertidos e interessantes, mas minha grande crítica vai para a maior parte das pessoas que acabam arqueando e/ou franzindo suas sobrancelhas ao me ver, denotando surpresa e, ao mesmo tempo, um certo preconceito - e preconceito na verdadeira acepção da palavra, porque a pressuposição ignorante acaba tolhendo a verdadeira razão, preenchendo a mente com pensamentos no mínimo ridículos e medievalóides, e o mundão por aí afora está transbordando de gente assim, infelizmente!
E você, quer saber o que significa "mocha"? Então vamos lá...

sábado, 9 de maio de 2009

Os funkeiros e a linguagem do poder







Pode parecer loucura de minha parte ou, quem sabe, preconceito, mas, gente, eu vivo a me perguntar o que pensam os chamados 'funkeiros', o que pretendem da vida, como se veem inseridos dentro de uma sociedade complexa e teóricamente padronizada dentro de preceitos voltados à chamada cidadania... Vira e mexe sou alvejado por um veículo em ação, janelas completamente abertas, o som a todo volume, óculos escuros, as feições de quem está gozando na boca de todos nós e... PIMBA!, presto mais atenção e o que se me revela!? O que!? Lógico, é um ou vários desses funkeiros em ação!


Pouco mais de uma hora atrás, fui à farmacia perto de minha casa e, quase lá chegando, fui alvejado por mais um desses veículos bélicos sonoros... Adentrei o estabelecimento muiito irritado; haviam várias pessoas por lá, mas não pude evitar de perguntar ao atendente se ele curtia esse tipo de som, ao que me respondeu um "não" sonoro, e não me privei de deixar de cumprimentá-lo efusivamente, salientando que seria melhor que as pessoa utilizassem drogas a se deixarem mergulhar nessa caótica massa sonora funkeira que pretendem ainda, num átimo de prepotência, chamar de música! Salientei que isso é semelhante a uma invasão domiciliar sem mandado judicial...


E se o poder fosse conquistado por esse tipo de gente que faz questão absoluta de andar por aí, com os decibéis à toda, querendo impor ao mundo seu estilo de ser!? Esquecem (ou fingem esquecer) que sua liberdade termina onde começa a liberdade do próximo, um princípio de cidadania, só isso! Seríamos atropelados por uma ditadura horrível, sem escrúpulos para com conceitos e maneiras de ser e agir, com conquistas individuais na escalada da evolução...

Confesso que as pessoas ao redor deram um sorriso de assentimento ante minhas observações, com exceção de uma garota que lá estava e que me olhou com um olhar típico de quem vislumbra um "ET"... dane-se! Isso representa, também, que mesmo contrária à minha observação, ela não deixava de representar uma minoria respeitada. Por vezes, determinadas minorias acabam por se tornar uma "maioria" dentro de um contexto subliminar, e isso acaba por tornar-se perigoso, pois o que "é", o que flui, com toda certeza não necessitará abrigar-se sob o manto de uma "tribo" padronizada e de dedo em riste, prontinha para sacar sua arma e comprar uma briga ridícula e incoerente.
Afinal, vamos de maioria ou minoria!? Eis a questão...

domingo, 3 de maio de 2009

Virada Cultural - "gran finalle"




Fui dormir ás 05:30 h. da matina de hoje... A virada me deixou emocionado, não posso deixar de admitir. Uma galera, na sua grande maioria bonita e sabendo o que quer e por quê quer, mas...


três coisas me chamaram a atenção: primeiro, por todos os lugares onde circulei (e foram muitos) nada havia que me chamasse a atenção a não ser o grande público, mas ao mesmo tempo esse grande público parecia meio que "perdido" dentro de um enorme espaço que poderia ter sido melhor aproveitado por grupos de artistas interagindo com os passantes; segundo, que infelizmente esses tais espaços que eu acabei de apontar estavam preenchidos (e lamentávelmente) com vendedores ambulantes de... bebida alcoólica e, juro, tive o desprazer de ver vários grupos de adolescentes passeando animados e aquecidos, tagarelando e cantando com uma garrafa de destilado que passava de mão em mão e de boca em boca - que deprimente! E não se trata de querer dar uma de "bonzinho" e "certinho", não, pois sempre adorei - e adoro - tomar umas quentinhas, mas, gente, isso fugiu completamente da proposta. Deveriam ter colocado um policiamento ostensivo que realmente coibisse esses a ação desses ambulantes que se alimentam de acontecimentos como esse,verdadeiros vampiros sociais, um reflexo de nossa realidade! E, terceiro, a prefeitura poderia ter se preocupado em colocar banheiros químicos em pontos chave para possibilitar a galera aliviar-se em momentos críticos! Em vários lugares por onde passei havia um forte cheiro de urina no ar... paciência, mijar também é cultura; a virada continua até de noite, é isso aí, o negócio é curtir!!!


No mais, valeu mesmo, a galera se divertiu muito, como eu também, e cada qual terá sua(s) história(s) para contar...


Ano que vem tem mais e eu quero mais!!!


Fui!!!!!!!


sábado, 2 de maio de 2009

Virada Cultural, lazer e possibilidades...


Hoje teremos a virada cultural, gente, e confesso que nunca participei desse evento, portanto nada tenho a declarar.

Depois de um bom tempo enclausurado dentro do esquife de mim mesmo, na ânsia de novos coisas, novas possibilidades e, até, ampliar minhas amizades, fiquei muito curioso com o que poderá rolar hoje à noite...

Foi muito gostoso escutar algumas vozes me convidando e incentivando para uma noitada assim e, surpreso comigo mesmo, resolví aceitar, abrir o coração e cair nesse movimento sonoro e visual.

Coincidentemente, essa virada acontecerá práticamente junto com a comemoração de Beltane que, para quem não sabe, era um sabá representativo da união do Deus Cernnunos com a face jovem da Deusa, ao redor de fogueiras onde, depois de muita diversão, dança e bebida, as pessoas procuravam um aconchego no resto da Noite para unirem seus corpos e celebrar a fertilidade - do corpo e da terra. Algo bastante puro que, com a chegada do cristianismo e sua consequente perseguição aos cultos pagãos (que levaram à morte milhares de "bruxas") por parte da inquisição católica, acabou se diluindo através dos tempos e adquirindo uma roupagem mais "à la catòlique", mesclando elementos do deus uno e cruel a festejos mais comportados e coerentes aos novos costumes ungidos pela ausência do pecado carnal e deleite do coração - todo mundo tem de valorizar o sofrimento e a falta de tesão!

Espero que a noite de hoje seja uma surpresa maravilhosa não só para mim, mas para todas as pessoas que lá estiverm de coração aberto em busca de uma causa perdida pelo tempo, e que as energias cósmicas do deus e da deusa representem uma chuva de bençãos sobre a multidão...

Até logo mais, fui!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Há exatamente um ano atrás...




... adentrei meu inferno pessoal de um jeito inimaginável! Toda e qualquer história possue mais de uma versão - e eu a minha! -, mas, para mim, o que importa neste exato momento é apenas registrar meu fato histórico, somente isso e, mesmo assim, sem me ater a detalhes...


Algumas pessoas devem ter pensado que minha descida às minhas falanges inferiores não teria fim, algo sem retorno, acredito, mas acima de tudo e de todos mostrei a mim mesmo meu poder pessoal.


Não é à toa que já fui ateu; não é à toa que me tornei espiritualista; não é à toa que me foi mostrado o caminho que minhas mãos podem me fazer criar através de energias; não é à toa que além da Luz também conhecí a Escuridão, e sei bem o que ambas representaram e representam em minha senda espiritual; não é à toa que minha alma foi laureada com meu passado celta; não é à toa que sou filho de Ogum e de Iansã - Ogunhê, meu Pai, Êpa Hei minha Mãe! -; e não é à toa que o sofrimento da alma e do coração acaba por tornar-se um antídoto, por isso hoje tenho orgulho em saber-me firme e forte para com minha fé e minha responsabilidade, e isso basta a mim e somente a mim!


Mesmo assim, quero deixar registrada esta data como se fosse um renascimento... um renascimento tríplice, tal qual um trískele, onde cada uma das três partes representariam minha mente, meu coração e minha alma, só isso!


Só isso!? Não, de forma alguma, eu diria um pouco mais... TUDO ISSO!!!!!!!


Graças ao Deus Pai, à Deusa Mãe e a mim...


"A LEI CÓSMICA DO RETORNO É UMA GRANDE VERDADE" - Namastê.